sábado, 1 de janeiro de 2011

Outra vez

Eu já não sei de nada. A respeito de ninguém. As pessoas mudam demais pra eu conseguir acompanhar. Ou talvez sempre tenham sido assim, eu que não vi, ou não quis ver.
Você faz coisas pelos outros sua vida toda, e raramente recebe algo em troca. E então você diz "cansei, não quero mais" e acha que vai parar. Mas você não para, você continua lá, com cara de imbecil, dando chances para todo mundo, ajudando todo mundo, e ouvindo problemas de todo mundo. E então você volta a se decepcionar com essas pessoas. E então você também as decepciona, e depois se sente mal por isso. E isso nunca acaba, porque você sempre volta atrás. E então você chora e diz que quer sumir, porque nada dá certo, porque você não tem amigos de verdade, porque você ouviu todo mundo, mas ninguém quis te ouvir. Ninguém. Silêncio.
E então você começa a procurar alguém que você acha que possa te ouvir e te entender. Aconselhar-te. Um amigo. Mas você não encontra ninguém, e desiste. Então você acha que nunca vai encontrar alguém, mesmo com aquela pontinha de esperança.
Você fica a observar as pessoas na rua, no ônibus, em qualquer lugar. E fica pensando "e se..." e não faz nada.
Você fica com dó de uma pessoa nova em algum lugar, que está sozinha, e decidi virar amigo dela. E então vem a mesma decepção, e você passa por tudo aquilo novamente. E mais uma vez. E mais uma. Outra. Novamente. Nunca acaba.
Então seus problemas, seus complexos, e até suas boas novas ficam só pra você outra vez.
E é ai que você pensa que nasceu pra isso.

2 comentários:

  1. e__________e
    gwrgwrgwrwgrwwrgwr

    caga geral a pau

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  2. Interessante o seu ponto de vista, concordo com ele. É um verdadeiro ciclo vicioso se for analisar mais a fundo.

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