Talvez seja essa uma tentativa de explicar porque eu quase nunca escrevo. Eu digo talvez porque, no fim, eu sempre me desvio do assunto principal.
Veja bem, eu não gosto de falhas. É certo que minha vida é repleta delas, mas quando eu escrevo, eu não gosto que no meu texto ajam falhas. É como um artista não gosta de um borrão na sua pintura. Ou como um músico não gosta de um acorde errado na sua música. Certamente nesse texto haverá falhas, mas eu não posso não escrever para sempre.
Se você é do tipo de pessoa que presta atenção a cada pequeno detalhe, então talvez saiba das minhas paixões, e então talvez consiga ligar os pontos - o que não é difícil - e deduzir, por mais óbvio que seja, que eu, provavelmente, escreva um livro. Acontece que eu já escrevi um livro. Ou partes de um. Ou partes de vários. Ou partes das partes de vários livros. O problema é que nunca está bom o suficiente. Sempre há falhas, ou o tema é o mesmo tema batido de sempre. É por isso que eu queria escrever sobre o comportamento das pessoas, mas não daquela forma clichê que nem aquelas frases idiotas que as pessoas cismam em postar no tumblr e que dão vontade de vomitar. Porque eu também detesto clichês.
Eu sei que a vida em si é basicamente um clichê inteiro, mas eu não gosto de clichês. De escrever clichês. De ler clichês. O que me irrita, porque só o fato de eu estar dizendo que odeio clichês já deve ser um clichê.
Não gosto das frases repetidas de amor e relacionamento. Não gosto dos temas batidos sobre a sociedade. Não gosto das mesmas palavras que as pessoas sempre usam pra mostrar que ser diferente é bom. Isso é irritante.
O que eu queria era explicar o porquê uma pessoa mentem para si mesma. Porque você sabe, as pessoas mentem para si mesmas o tempo todo. Eu queria explicar porque as pessoas mentem. Eu queria explicar porque, por mais que as pessoas digam não, seus sentimentos sempre são volúveis. Eu queria poder explicar o comportamento humano. Mas eu não posso, porque só a ideia em si é uma falha.
Então isso vira a porcaria de um paradoxo insolúvel na qual eu mesma tenho que decidir por mim o que é errado e o que é certo. E então eu acabo por decidir não escrever nada.
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Eu falho toda hora @_@ ~ Já acostumei ;-;
ResponderExcluirDesisti de tentar acertar, porque tudo o que eu escrevo, falo, faço... Tudo sai errado UHAUIAHAUIHAUIAHUI
Mas é, eu só não fiz um Tumblr ainda porque é tudo muito clichê D:
Eu não gosto das frases ou dos textinhos que tem lá...
Só tenho vontade de ter um porque tem fotos do Versailles que eu nunca vi e *apanha*
UAYHAUIHAUIAHAUIAHAUIHAIUAHU
Enfim, eu acho que a idéia não é falha...
Mas é um caso muito longo pra se discutir por meio de comentários q
Não relute em dizer o que pensa, nunca.
ResponderExcluirEssa também não é uma frase feita ou clichê, mas o conceito é tão comum e direto quanto a realidade do problema que você cita.
Errados são aqueles que passam a vida sabendo que as pessoas tem doenças, mas nunca falam o que pensam por acharem que ninguém liga.
É importante que você seja sincera consigo mesma, mais importante ainda é que seja sincera consigo mesma diante daqueles que não apoiam sua sinceridade. Afinal, ninguém precisa ser adaptado, só precisa ser quem ele é.
Por mais que no final das contas a frase seja "acabo por decidir não escrever nada", a sua vontade de mostrar que não há nada pra ser escrito ao menos mostra que ainda existe algo dentro de você, que urge ser dito, mas simplesmente se cala por vontade própria, e não por medo de não ser ouvido.
:*
Não é uma falha dizer que tudo é um clichê. Mas não podemos nos limitar a isso, afinal desde que o mundo é mundo, tudo o que pensamos, um grego já pensou. Tudo mesmo! O segredo é saber harmonizar os fios para criar uma boa historia. E isto é o que falta nos livros, ou até mesmo nos textos "mela cueca" do Tumblr!
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